Ministério da Ciência e Tecnologia
Ciência e Tecnologia

O uso das técnicas isotópicas face à qualidade para a vida

Desta vez o “Café com Ciência e Tecnologia” trouxe para reflexão, o tema “aplicação de técnicas isotópicas no desenvolvimento das sociedades”.

Deixando claro que o seu universo é vasto e diversificado, destacou os chamados isótopos instáveis, que são os radioactivos, os quais têm aplicação, nos critérios mais diferenciados, e nas mais várias esferas da vida, como, por exemplo, da medicina, tendo citado o aspecto particular da medicina nuclear apto a fazer face ao tratamentos de doenças cancerígenas.

“Na indústria alimentar, as medidas isotópicas são usadas para conservar os alimentos. Constituem-se de particularidades que permitem destruir os microrganismos que podem afectar a qualidade os produtos agrícolas, assegurando a permanência da sua qualidade por mais tempo”, explicou.

Considerou que esta técnica também é usada na indústria petrolífera como traçador, o qual permite avaliar a comunicação entre o poço de petróleo e a superfície aquática.

As técnicas isotópicas são igualmente usadas nas fábricas de bebidas para controlar o nível do enchimento. Por seu turno, a engenheira de física nuclear Ana Carvalho, que apresentou a aplicação destas técnicas nas águas, defendeu a realização de campanhas de sensibilização das populações sobre as práticas que contaminam os solos e consequentemente as águas subterrâneas.

O termo isótopo foi criado pelo químico Inglês Frederick Soddy em 1913, para designar as diferentes espécies do mesmo elemento, os quais podem ser utilizados com marcadores (traçadores) em diferentes áreas do conhecimento incluindo a medicina, hidrologia e geociências em geral ou como fontes de energia.